| A Born Liar | |
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O mundo é cheio de pequenas borboletas batendo as asinhas freneticamente... Um dia tinha que acontecer. “… agora para fazer sucesso e vender disco de protesto todo mundo tem que reclamar…”* * Mr Raul Seixas Faz tempo que eu estou pensando nisso: Estou de saco cheio do mau humor reinante neste reino… Estive por cinco días em outra cidade, e não é que ali as pessoas sejas suuuper simpáticas, mas ao menos sorriem quando a gente pega uma cerveja no balcão, e, pelamordedeus! dizem até logo, por favor, con licença, obrigada. Sabe? Civilidade urbana.
Talvez a culpa de tudo seja de minha cota diária de trem/metro. As pessoas se transformam em selvagens no transporte público. São coisas simples e mais sutis que dar o lugar aos velhos/grávidas/pessoas com crianças no colo. Regras que eu pensei que eram universais: se todo mundo entra e sai pela mesma porta os que querem sair devem ter a prioridade antes dos que querem entrar. Está errado? Deve estar pelo que tenho observado. E quando a gente vai se aproximando de uma estação mas o trem ainda não parou não adianta correr e querer ficar na frente da porta esperando e batendo o pezinho. Pourra people! Vai pular pela janela antes do trem parar? Não? Então para de me empurrar que eu também vou sair. DEPOIS DO FUCKING TREM PARAR!!! Esses 5 segundos que vc economiza me empurrando e me irritando não vão te ajudar a chegar mais cedo. Amanhã acorde mais cedo e viva com mais calma. Sem falar que eu sou obrigada a ouvir a música dos outros todo o tempo, ao mesmo tempo. No século passado existía o radinho de pilha e era tão infernal ter que ficar ouvindo a música dos radinhos de todo mundo dentro dos ônibus que as companhias de transporte proibiram e espalharam avisos dizendo que não era permitido ouvir rádio dentro do transporte público. Os radinhos de pilha cairam em desuso por uns anos mas agora nós nos deparamos com a nova versão do radinho de pilha que é uma praga do transporte público: o celular que toca mp3. Se já não era o suficiente sentar ao lado de pessoas sem noção que ouvem suas músicas em seus fones de ouvido alto o suficiente para que todos os vizinhos sejam obrigados a compartilhar de seu gosto musical ainda tem os que simplesmente dispensram de uma vez por todas os fones e ouvem a música que querem na altura que querem. Vão ter que trazer de volta os avisos vintage de “não está permitido o uso de rádios neste veículo”. Tinha um desenho no aviso? Enfim, quando o ouvinte super empolgado aparece do meu lado eu sempre tento me afastar, mas nem sempre é possível. Eu quero sempre puxar e torcer as orelhas da criatura num gesto simbólico para transmitir meu desagrado. Nunca levei a cabo esta intenção mas sinto que está chegando o momento.
uma espécie de amizade
... ele aparecia no jardim entre arbustinhos de bem-me-quer amareloalaranjado. Quase sempre era meio-dia em ponto, aquela hora em que ali naqueles trópicos do sul do mundo fazia uma névoa fervente que deixava o mundo com cara de miragem ao sol, inclemente e quente. É uma das lembranças mais antigas que eu tenho, a visão daquele menino entre a vegetação abundante no quintal, enquanto eu comia meu almoço de frente pro janelão da cozinha. O menino era lindo e brilhante e se movia depressa desaparecendo por brevíssimos milésimos de segundos e logo estava em um lugar diferente. Ele ria pra mim, debochado, os dentes muito brancos e os olhos apertadinhos numa risadinha sarcástica e infantil. Era um menino caboclo como quase todos naquela vila, de peito nu, os cabelos curtos, mas um curto cortado de tesoura, não como o curto de hoje em dia que os menininhos do mundo estão quase todos condenados a ter a cabeça raspada ...
no balcão do barzinho bacaninha, bebendo um bloody mary com muita vodka
Uma : Nem sei mais o que esava esperando. Será que eu não estaría esperando um milagre, pois não? Outra: É melhor que não esteja esperando um milagre. Uma: Estou esperando aquela calma que eu tinha, meu Deus, quanto tempo faz?! Esperando tanto que nem sequer quero que chegue. Esperando que a espera acabe. Outra: Pois eu estou esperando que alguém me salve dessa vida em que eu fiquei presa. um pequeno surto diário é bom pra mim
Temos que avisar quando vamos surtar? the immigrant song
Parece mentira mas só há muito pouco tempo eu assumi que sou mesmo uma imigrante. Eu queria dizer que sou cigana, mas quero evitar o estereotipo etnico para que fique claro que o que eu sinto é que estou na casa dos Outros, aprendendo a viver como os Outros. vários links e um pouco de amor saudoso pra dizer que não acabou... ainda Esse post vem sem foto, pra não distrair Na minha leitura diária de blogs de hoje eu acabei indo parar nessa página onde umas pessoas querem banir Comic Sans do mundo. Porque alguém quer banir uma fonte? Esse argumento de que comic sans devia ser usada apenas em situações "apropriadas" porque é uma fonte que denota tolice me parece de uma tolice tremenda. Pensei em escrever pra eles mas tenho preguiça. Me diga leitora fiel (faz tanto tempo que eu não escrevo nada que só me sobrou uma leitora, né?), querer banir comic sans do mundo não é mais ou menos como querer proibir as pessoas de cortar o cabelo em mullet a não ser em situações adequadas? (pra mim a única situação adequada para um mullet é se eu nunca vou ter que ver) Que bobagem... Fico impressionada com a capacidade das pessoas de serem babacas. E aproveito para dizer que estou hibernando (leia-se engordando), meio em choque com esse inverno feroz que está fazendo esse ano aqui. Esse é um dos motivos porque ando sem nenhuma vontade de escrever, só de tirar fotos e colocar no meu FaceBook.E comer coisas quentinhas e confortáveis. É, eu sei que com essa reforma ortográfica eu vou passar a escrever errado mas não quero nem saber. Eu vou continuar escrevendo com acento circunflexo que dá mais sentido a palavras como você. Aprendi assim, deu trabalho pra aperfeiçoar, estou aprendendo a escrever em outras línguas, vou continuar usando hífen e trema no meu português e as pessoas que me lêem vão entender a mensagem. Tudo está bem. E pra terminar esse post quase telegráfico quero anuciar que eu adoooro receber cartas. Somente o meu pai e meu avô me mandam cartas mas elas são como devem ser, manuscritas, com amor e saudades saindo das páginas, com uma lembrança da luz e do cheiro do outro continente lá longe onde ainda mora meu coração. Foi tão bom receber a carta do meu pai hoje (com direito a soneto e tudo) que eu quis escrever aqui também, dizer coisas, mesmo que pouquinhas e sem tanta importância. Ah, e dia 13 eu chego em Olinda, Louvado Seja Deus... té outro dia. All Hallow's Eve
Habitada por gente simples e tão pobre Olimpíadas de Pequim Porque eu não tenho tempo pra escrever sobre as olimpíadas de Pequim, que eu estou acompanhando seguindo o entusiasmo de Meu Amor. E eu sei que mesmo se eu tivesse tempo não ia escrever bem assim... do Blog do Juca Kfouri enjoy! -------------------------------------------------'------------------------------- Não é de hoje que o Movimento Olímpico perdeu seu idealismo. Mas Pequim passa de todos os limites -------------------------------------------------------------------------------- "POR QUE você não foi para Pequim?", perguntam. "Porque não quis", respondo. Mais: estou entrando em férias e só volto aqui no dia 21. (Nota do blog: o "aqui" se refere apenas ao jornal...). Claro que verei a Olimpíada e até comentarei no blog, mas ando cheio de tanta hipocrisia, a começar pela caça aos que são pegos no antidoping por hábitos que só fazem mal e pioram o rendimento. Não aceito ver essa cartolagem imunda da família olímpica no papel de fiscal dos hábitos da juventude e, ainda por cima, expondo jovens à execração pública, como acabam de fazer com um jogador do handebol brasileiro. Como não suporto o ufanismo da maior parte das narrações, com as exceções de praxe para os felizardos que podem assinar um canal de televisão fechada, razão pela qual darei uma fugidinha do país para acompanhar Pequim de uma cidadezinha colonial mexicana apaixonante chamada Guanajuato. Porque passa do limite ver um Carlos Nuzman fazer quase o elogio da poluição ou se jactar pela maior delegação brasileira da história, quando só 12% de nossa rede escolar tem quadras de esporte. Aliás, quanto mais medalhas o Brasil ganhar, mais ficará demonstrado o desvio de sua não-política esportiva, porque privilegia o alto rendimento em vez da inclusão social ou a saúde pública por meio da prática de esportes. Dá engulhos ver a cartolagem em hotéis de até sete estrelas enchendo a boca para dizer que esporte e política não se misturam, quando nada foi mais político do que escolher Pequim para receber os Jogos, cidade que, além de poluída, é uma capital que se notabiliza por cercear direitos básicos da cidadania. Tudo por dinheiro, tão simples assim. Porque a China talvez seja o melhor exemplo, com todas as suas contradições, de como ainda não se achou um sistema razoável, tão óbvias são as mazelas do comunismo e do capitalismo reais. É claro que verei tudo, é claro que me emocionarei com as vitórias brasileiras, como com a festa de abertura. É evidente que torcerei para que aconteçam triunfos como nunca, porque tenho a surpreendente capacidade (surpreende a mim mesmo, diga-se) de voltar a ser criança a cada competição em seu apito inicial. E não é de hoje. Faço assim com os jogos de futebol lá se vão bem uns 26 anos, depois que se revelou a existência da chamada "Máfia da Loteria Esportiva". Porque paixão é paixão e não se explica, não se racionaliza, se sente. E se curte. Sim, eu sei que serei capaz de me comover às lágrimas até com a superação de um atleta que não seja conterrâneo, como já me aconteceu inúmeras vezes. Mas é preciso que se diga que mais que em Atlanta, quando os Jogos Olímpicos modernos comemoraram cem anos e a Coca-Cola alijou Atenas de recebê-los num crime contra a história, esta edição chinesa é um soco em quem associa o esporte à saúde e à liberdade. Lamento sentir assim, mas quem viveu a inesquecível festa de Barcelona-1992, cujos equipamentos até hoje são utilizados por quem os pagou, os catalães, além da hospitalidade que recebeu o mundo tão bem, não pode engolir Pequim-2008. blogdojuca@uol.com.br eu sei... Queria muito ter tempo pra escrever mais, ou ter minha máquina para fotografar as pessoas no metro(aqui se diz métro), mas nem uma coisa nem outra estão disponíveis. Acordo às seis e meia, saio de casa às sete e meia e chego em casa às sete e meia da noite. São doze horas diárias de função, oito delas em frente a um computador (de onde eu não posso nem checar e-mail do gmail, só os e-mails internos). Chego em casa e vou tomar banho, cozinhar pra levar comida, dar uma geralzinha na casa, ver tv, todos os milhões de séries americanas que eu agora assisto... Não quero nem saber de escrever no blog, foi mal aí... Ainda leio os blogs de manhã. A Fal, a Zel, as duas Deniz(s)es, Marcuaurélio, TDUD?. Pense numa quantidade de coisas legais que eu tenho lido... Mas o meu blog ainda vai ficar meio abandonado por um tempo. Num prometo nada, viu minha Cla? E juro que o verão em Madrid é quente pracaráleo. E tem um vizinho ou vizinha que ouve o Rei, Roberto, em espanhol. Ainda não me conformei com essa fixação nos anos 80. Não sei se tá na moda no mundo todo ou só aqui mas o fato é que mullet é só aqui. Não é???? Ah, e a nova moda é bigode. Eu sou chegada em facial hair mas não dá pra ficar bem em todo mundo. >Outro dia eu escrevi um post muito filosófico sobre música pop e música Pop. Mas como eu não entendo nada disso deixei pra lá. Que tipo de música você ouve? Falando em música tem uma coisa que está me deixando muito irritada. A legião de gente com i-pod, shuffle e outros modelinhos de mp3 ou mp4 no metro ouve aquela bosta alto o suficiente pra que todo mundo em volta ouça mas sempre baixo o suficiente pra não dar pra identificar que música é. É só um barulho pentelho vindo de todos os lados... De manhã eu sempre fico com vontade de brigar mas tenho me controlado até agora. Vamos ver até quando . E... mudei de idéia a respeito de shortinho e salto. Tem gente que sabe usar, tem gente que não. Se sabe e pode usar é lindo. Se não sabe e/ou não pode fica muuuito ruim. Pensemos a respeito. O espelho é seu amigo e dentro de você tem uma vozinha que dá a dica. Na dúvida use outra coisa. And thats all folks!! Paz e Amor “Supe que hubo mucho jaleo debido que la juventud precisa de vez en cuando echar fuera el fuego que lleva dentro.” Mercedes Salisachs, 91 anos, escritora catalã Como quase todo mundo no mundo tenho lido muita coisa nos jornais e revistas sobre o maio de 68 na França. Quarenta anos se passaram e eu, do alto de minha geração perdida entendo cada vez mais o que se passou e consigo cada vez melhor colocar em perspectiva e entender o que aconteceu com o mundo, com o Brasil que vivia a ditadura duríssima a essa altura, e a Espanha que também vivia a ditadura, os EUA que viviam a Guerra do Vietnam, e a França e a Inglaterra desesperados por ver envelhecer seus modelos modernos de poder e dominação. Foi um começo. Foi um fim também. Mas foi principalmente o começo do mundo como a gente conhece hoje. De todo modo, estamos todos na continuação daquele movimento. Dani Le Rouge é membro do parlamento francês, Lula é presidente do Brasil, o “partido de esquerda” foi reeleito na Espanha... e o mundo mudou um pouco. Há os incautos que repetem que é proibido proibir em camisetas assinadas por designers famosos pelas quais pagam os olhos da cara. Mas há muitos que ainda levam dentro o fogo que precisa sair. Eu acho é pouco, perdi o medo do caos. É uma espera dolorosa. Ando da sala pra cozinha e de volta pra sala, bebo muitos litros de água, escolho os momentos de semi-desespero pra fumar mais um cigarro lá fora acompanhada de um livro que eu já li. Eu já li todos os livros. O meu pensamento se divide entre o telefone que não toca e o email que não chega e os planos vagos do que eu ainda não sei como vai ser. E as horas se tornam dias e os dias se tornam semanas e eu ainda estou a mercê de circunstâncias obscuras na organização bizarra do mundo. Por isso que eu digo que essa vida, a vida no mundo ocidental capitalista, é dura demais pra encarar sóbria. Barganho um torpor de bebida, fumo e crença que ajude as horas, dias e semanas a passarem menos ásperos e marcados na minha alma impaciente e esperançosa... Quem alcança? SEM SIMANCOL
De onde eu vim? Pra onde eu vou?
Eu sei que minha frequencia no blog está meio capenga e o interesse de meus posts decresce de modo alarmante, mas há bons motivos e eu continuarei bissexta porque tenho apego por ser the Born Liar.
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