A Born Liar


O mundo é  cheio de pequenas borboletas batendo as asinhas freneticamente... Um dia tinha que acontecer.
Não é nada estranho, já que mi chico está lá, indo pra festa Sem Loção e saindo nas fotos. Junto do meu povo que eu amo tanto. Sentindo a brisa do rio.
Dos rios.
Do Rio.
Não é de se estranhar que eu fique assim, feliz e triste, alimentando  sentimentos conflitantes, criando uma nova crise, uma nova teoria.
Os amigos visitando já se vão amanhã e ontem eu tive um dia de domingo que podia ter sido no Largo dos Leões.
Tem uma vizinha que ouve Roberto Carlos, o Rei, em espanhol. El Rey. Entendeu?
Eu coloquei um monte de Chico Buarque no Ipod. Meu chefe, no trabalho deixa a rádio brasileira digital rolando o tempo todo, e hoje tocou Nós Gatos. Nós Gatos!
Meus sobrinhos estão crescendo, meus amigos envelhecendo e morrendo.
E ao sair do metrô tocou no meu ouvido uma música tão, mas tão brasileira que eu quase caí. Meu olho encheu de lágrimas e deu um nó no estômago. Eu tropecei no sapato e o vento quente me deu um frio.
Eu não sei se eu vou voltar pra lá mas eu não sou daqui.



  Escrito por Mrs. Oráculo às 08h42 [] [envie esta mensagem]





“… agora para fazer sucesso e vender disco de protesto todo mundo tem que reclamar…”*

* Mr Raul Seixas

Faz tempo que eu estou pensando nisso:

Estou de saco cheio do mau humor reinante neste reino

Estive por cinco días em outra cidade, e não é que ali as pessoas sejas suuuper simpáticas, mas ao menos sorriem quando a gente pega uma cerveja no balcão, e, pelamordedeus! dizem até logo, por favor, con licença, obrigada.  Sabe? Civilidade urbana.


Talvez a culpa de tudo seja de minha cota diária de trem/metro. As pessoas se transformam em selvagens no transporte público.

São coisas simples e mais sutis que dar o lugar aos velhos/grávidas/pessoas com crianças no colo. Regras que eu pensei que eram universais: se todo mundo entra e sai pela mesma porta os que querem sair devem ter a prioridade antes dos que querem entrar. Está errado? Deve estar pelo que tenho observado. E quando a gente vai se aproximando de uma estação mas o trem ainda não parou não adianta correr e querer ficar na frente da porta esperando e batendo o pezinho. Pourra people! Vai pular pela janela antes do trem parar? Não? Então para de me empurrar que eu também vou sair. DEPOIS DO FUCKING TREM PARAR!!! Esses 5 segundos que vc economiza me empurrando e me irritando não vão te ajudar a chegar mais cedo. Amanhã acorde mais cedo e viva com mais calma.


Sem falar que eu sou obrigada a ouvir a música dos outros todo o tempo, ao mesmo tempo.

No século passado existía o radinho de pilha e era tão infernal ter que ficar ouvindo a música dos radinhos de todo mundo dentro dos ônibus que as companhias de transporte proibiram e espalharam avisos dizendo que não era permitido ouvir rádio dentro do transporte público. Os radinhos de pilha cairam em desuso por uns anos mas agora nós nos deparamos com a nova versão do radinho de pilha que é uma praga do transporte público: o celular que toca mp3.

Se já não era o suficiente sentar ao lado de pessoas sem noção que ouvem suas músicas em seus fones de ouvido alto o suficiente para que todos os vizinhos sejam obrigados a compartilhar de seu gosto musical ainda tem os que simplesmente dispensram de uma vez por todas os fones e ouvem a música que querem na altura que querem. Vão ter que trazer de volta os avisos vintage de não está permitido o uso de  rádios neste veículo”. 

Tinha um desenho no aviso? Enfim, quando o ouvinte super empolgado aparece do meu lado eu sempre tento me afastar, mas nem sempre é possível. Eu quero sempre puxar e torcer as orelhas da criatura num gesto simbólico para transmitir meu desagrado. Nunca levei a cabo esta intenção mas sinto que está chegando o momento.

 



  Escrito por Mrs. Oráculo às 09h30 [] [envie esta mensagem]





uma espécie de amizade

 

... ele aparecia no jardim entre arbustinhos de bem-me-quer amareloalaranjado.

Quase sempre era meio-dia em ponto, aquela hora em que ali naqueles trópicos do sul do mundo fazia uma névoa fervente que deixava o mundo com cara de miragem ao sol, inclemente e quente.

É uma das lembranças mais antigas que eu tenho, a visão daquele menino entre a vegetação abundante no quintal, enquanto eu comia meu almoço de frente pro janelão da cozinha. O menino era lindo e brilhante e se movia depressa desaparecendo por brevíssimos milésimos de segundos e logo estava em um lugar diferente. Ele ria pra mim, debochado, os dentes muito brancos e os olhos apertadinhos numa risadinha sarcástica e infantil. Era um menino caboclo como quase todos naquela vila, de peito nu, os cabelos curtos, mas um curto cortado de tesoura, não como o curto de hoje em dia que os menininhos do mundo estão quase todos condenados a ter a cabeça raspada ...

 

 



  Escrito por Mrs. Oráculo às 08h08 [] [envie esta mensagem]





no balcão do barzinho bacaninha, bebendo um bloody mary com muita vodka

 

Uma : Nem sei mais o que esava esperando.

Será que eu não estaría esperando um milagre, pois não?

Outra: É melhor que não esteja esperando um milagre.

Uma: Estou esperando aquela calma que eu tinha, meu Deus, quanto tempo faz?!

Esperando tanto que nem sequer quero que chegue.

Esperando que a espera acabe.

Outra: Pois eu estou esperando que alguém me salve dessa vida em que eu fiquei presa.



  Escrito por Mrs. Oráculo às 11h02 [] [envie esta mensagem]





um pequeno surto diário é bom pra mim

Temos que avisar quando vamos surtar?
Te digo que na minha vida eu tenho sempre tive um pequeno ataque, pequenino, por dia
Como quem vomita dentro da boca “a little”…
Sei que estou obcecada, prejudicando a mim mesma, e tal.
Porque? Porque sou assim?
Porque esse autoboicote compulsivo? Não sei se tem hifem ou não and I don't care!
Deus...
Eu não poderia escrever em twitter, nunca, nunquinha.



  Escrito por Mrs. Oráculo às 05h51 [] [envie esta mensagem]





the immigrant song

*clique aqui

 

Parece  mentira mas só há muito pouco tempo eu assumi que sou mesmo uma imigrante. Eu queria dizer que sou cigana, mas quero evitar o estereotipo etnico para que fique claro que o que eu sinto é que estou na casa dos Outros, aprendendo a viver como os Outros.
Acho que é normal sentir-se assim, mas demorou pra essa ficha cair.
Agora eu me preocupo com a qualidade de vida dos imigrantes mesmo que no fundo as mazelas e conquistas não me atinjam diretamente. E se não me engano nunca fui num país onde o racismo, o preconceito, a xenofobia não existam. Eu desafio você a pensar em um.
Às vezes cansa estar sempre num lugar que não é o seu, falndo uma lingua que não é a sua e sentindo frio.
_Faço um parênteses para dizer que estou de saco cheio do frio infernal de menos três pela manhã quando eu estou saindo para pegar transporte público e camelar por oito horas. Não tem graça nem é elegante vestir umas sete camadas de roupa e ter o nariz gelado por seis meses. –
Ao mesmo tempo que eu assumi minha condição de imigrante eu assumi que não vou voltar nem tão cedo -mesmo- e tive que começar a planejar melhor o futuro a medio prazo.
Fiz uma lista:
-mudar para um apartamento maior
-colocar aparelho nos dentes
-adotar um cachorro, ou um gato, ou os dois.
-visitar três países
-me transformar numa funcionária imprescindible em seis meses
-emagrecer dez quilos…
Eu sei que objetivamente emagrecer não vai ser produtivo no processo de assentamento, mas…quéquecusta, né?



  Escrito por Mrs. Oráculo às 09h29 [] [envie esta mensagem]





vários links e um pouco de amor saudoso pra dizer que não acabou... ainda

Esse post vem sem foto, pra não distrair

Na minha leitura diária de blogs de hoje eu acabei indo parar nessa página onde umas pessoas querem banir Comic Sans do mundo.

Porque alguém quer banir uma fonte? Esse argumento de que comic sans devia ser usada apenas em situações "apropriadas" porque é uma fonte que denota tolice me parece de uma tolice tremenda. Pensei em escrever pra eles mas tenho preguiça. Me diga leitora fiel (faz tanto tempo que eu não escrevo nada que só me sobrou uma leitora, né?), querer banir comic sans do mundo não é mais ou menos como querer proibir as pessoas de cortar o cabelo em mullet a não ser em situações adequadas? (pra mim a única situação adequada para um mullet é se eu nunca vou ter que ver) Que bobagem... Fico impressionada com a capacidade das pessoas de serem babacas.

E aproveito para dizer que estou hibernando (leia-se engordando), meio em choque com esse inverno feroz que está fazendo esse ano aqui. Esse é um dos motivos porque ando sem nenhuma vontade de escrever, só de tirar fotos e colocar no meu FaceBook.E comer coisas quentinhas e confortáveis.

É, eu sei que com essa reforma ortográfica eu vou passar a escrever errado mas não quero nem saber. Eu vou continuar escrevendo com acento circunflexo que dá mais sentido a palavras como você. Aprendi assim, deu trabalho pra aperfeiçoar, estou aprendendo a escrever em outras línguas, vou continuar usando hífen e trema no meu português e as pessoas que me lêem vão entender a mensagem. Tudo está bem.

E pra terminar esse post quase telegráfico quero anuciar que eu adoooro receber cartas. Somente o meu pai e meu avô me mandam cartas mas elas são como devem ser, manuscritas, com amor e saudades saindo das páginas, com uma lembrança da luz e do cheiro do outro continente lá longe onde ainda mora meu coração. Foi tão bom receber a carta do meu pai hoje (com direito a soneto e tudo) que eu quis  escrever aqui também, dizer coisas, mesmo que pouquinhas e sem tanta importância. 

Ah, e dia 13 eu chego em Olinda, Louvado Seja Deus...

té outro dia.



  Escrito por Mrs. Oráculo às 10h10 [] [envie esta mensagem]





All Hallow's Eve

 



“Súbito, se deu conta.
Era dentro dela o deserto.”
Fal Azevedo em O Nome da Cousa pag26.


Eu leio muito, muito, mas compro poucos livros novos. Releio muito os livros que eu tenho. E alguém como eu que se muda e tem que rever suas possessões de tempos em tempos tem só os livros que ama e compra só os livros que quer ter.
A graça de reler um livro é ver e sentir coisas com as quais você não se deparou da primeira vez que leu o mesmo livro. Sei que estou chovendo no molhado, sou um pouco brega assim, mas é que eu tenho que dizer que alguns dos livros que reli há pouco simplesmente viraram a minha cabeça, de novo. E nem todos livros incríveis, eu sou conhecida consumidora de leves porcarias que me fazem muito feliz.
O último livro que virou minha cabeça novamente foi O Retrato de Dorian Gray.
Desde então eu abri os olhos pro mundo de uma outra perspectiva: O Retrato de Dorian Gray não é um livro sobre envelhecer, nem é um livro sobre as aparências. Fiquei achando que é um livro sobre escolhas e sobre responsabilidade. Sinistro pra mim que pela primeira vez desde que eu me lembro queria passar de ano sem aniversário, e também porque do meio de minhas sobrancelhas franzidas eu só penso no futuro.
Sem falar no mundo que subitamente me parece repleto de Dorian Grays invertidos.
Ah, mas eu também adorei reler umas coisas menos tradicionalmente literárias. Outro que revirou minha cabeça nos últimos meses do verão foi Fogo nas Entranhas. Esse é de Pedro Almodóvar mas é um conto, mais que um livro. Bem escrachado, neurótico e safado que nem Sexcília (de Labirinto de Paixões).
Dentro desse livrinho encontrei uma foto que um amigo tirou há mais de dez anos de um enorme despacho de Exu (durante o carnaval) no meio de uma estrada. Despacho com galinha morta, sangue e uma cabeça de bode, de verdade, no meio dos ebós. Saravá!
E o frio cria um oco por dentro enquanto eu ando por aí pensando no futuro, no deserto, no absurdo...



  Escrito por Mrs. Oráculo às 10h49 [] [envie esta mensagem]





Habitada por gente simples e tão pobre
Que só tem o sol que a todos cobre
Como podes, Mangueira, cantar?
Pois então saiba que não desejamos mais nada
A noite, a lua prateada
Silenciosa ouve as nossas canções
Tem lá no alto um cruzeiro
Onde fazemos nossas orações
E temos orgulho de ser os primeiros campeões
Eu digo e afirmo que a felicidade aqui mora
E as outras escolas até choram
Invejando a sua posição
minha Mangueira da sala de recepção
Aqui se abraça o inimigo
Como se fosse um irmão...



  Escrito por Mrs. Oráculo às 07h00 [] [envie esta mensagem]





Olimpíadas de Pequim

Porque eu não tenho tempo pra escrever sobre as olimpíadas de Pequim, que eu estou acompanhando seguindo o entusiasmo de Meu Amor.
E eu sei que mesmo se eu tivesse tempo não ia escrever bem assim...
do Blog do Juca Kfouri
enjoy!



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Não é de hoje que o Movimento Olímpico perdeu seu idealismo. Mas Pequim passa de todos os limites
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"POR QUE você não foi para Pequim?", perguntam.

"Porque não quis", respondo. Mais: estou entrando em férias e só volto aqui no dia 21. (Nota do blog: o "aqui" se refere apenas ao jornal...).

Claro que verei a Olimpíada e até comentarei no blog, mas ando cheio de tanta hipocrisia, a começar pela caça aos que são pegos no antidoping por hábitos que só fazem mal e pioram o rendimento.

Não aceito ver essa cartolagem imunda da família olímpica no papel de fiscal dos hábitos da juventude e, ainda por cima, expondo jovens à execração pública, como acabam de fazer com um jogador do handebol brasileiro.

Como não suporto o ufanismo da maior parte das narrações, com as exceções de praxe para os felizardos que podem assinar um canal de televisão fechada, razão pela qual darei uma fugidinha do país para acompanhar Pequim de uma cidadezinha colonial mexicana apaixonante chamada Guanajuato.

Porque passa do limite ver um Carlos Nuzman fazer quase o elogio da poluição ou se jactar pela maior delegação brasileira da história, quando só 12% de nossa rede escolar tem quadras de esporte.
Aliás, quanto mais medalhas o Brasil ganhar, mais ficará demonstrado o desvio de sua não-política esportiva, porque privilegia o alto rendimento em vez da inclusão social ou a saúde pública por meio da prática de esportes.

Dá engulhos ver a cartolagem em hotéis de até sete estrelas enchendo a boca para dizer que esporte e política não se misturam, quando nada foi mais político do que escolher Pequim para receber os Jogos, cidade que, além de poluída, é uma capital que se notabiliza por cercear direitos básicos da cidadania.

Tudo por dinheiro, tão simples assim.

Porque a China talvez seja o melhor exemplo, com todas as suas contradições, de como ainda não se achou um sistema razoável, tão óbvias são as mazelas do comunismo e do capitalismo reais.

É claro que verei tudo, é claro que me emocionarei com as vitórias brasileiras, como com a festa de abertura.

É evidente que torcerei para que aconteçam triunfos como nunca, porque tenho a surpreendente capacidade (surpreende a mim mesmo, diga-se) de voltar a ser criança a cada competição em seu apito inicial.

E não é de hoje.

Faço assim com os jogos de futebol lá se vão bem uns 26 anos, depois que se revelou a existência da chamada "Máfia da Loteria Esportiva".

Porque paixão é paixão e não se explica, não se racionaliza, se sente.

E se curte.

Sim, eu sei que serei capaz de me comover às lágrimas até com a superação de um atleta que não seja conterrâneo, como já me aconteceu inúmeras vezes.

Mas é preciso que se diga que mais que em Atlanta, quando os Jogos Olímpicos modernos comemoraram cem anos e a Coca-Cola alijou Atenas de recebê-los num crime contra a história, esta edição chinesa é um soco em quem associa o esporte à saúde e à liberdade.

Lamento sentir assim, mas quem viveu a inesquecível festa de Barcelona-1992, cujos equipamentos até hoje são utilizados por quem os pagou, os catalães, além da hospitalidade que recebeu o mundo tão bem, não pode engolir Pequim-2008.

blogdojuca@uol.com.br


  Escrito por Mrs. Oráculo às 08h17 [] [envie esta mensagem]





eu sei...

Queria muito ter tempo pra escrever mais, ou ter minha máquina para fotografar as pessoas no metro(aqui se diz métro), mas nem uma coisa nem outra estão disponíveis.
Acordo às seis e meia, saio de casa às sete e meia e chego em casa às sete e meia da noite. São doze horas diárias de função, oito delas em frente a um computador (de onde eu não posso nem checar e-mail do gmail, só os e-mails internos). Chego em casa e vou tomar banho, cozinhar pra levar comida, dar uma geralzinha na casa, ver tv, todos os milhões de séries americanas que eu agora assisto... Não quero nem saber de escrever no blog, foi mal aí...

Ainda leio os blogs de manhã. A Fal, a Zel, as duas Deniz(s)es, Marcuaurélio, TDUD?. Pense numa quantidade de coisas legais que eu tenho lido...
Mas o meu blog ainda vai ficar meio abandonado por um tempo.

Num prometo nada, viu minha Cla? E juro que o verão em Madrid é quente pracaráleo.

E tem um vizinho ou vizinha que ouve o Rei, Roberto, em espanhol.

Ainda não me conformei com essa fixação nos anos 80. Não sei se tá na moda no mundo todo ou só aqui mas o fato é que mullet é só aqui. Não é????
Ah, e a nova moda é bigode. Eu sou chegada em facial hair mas não dá pra ficar bem em todo mundo. >Outro dia eu escrevi um post muito filosófico sobre música pop e música Pop. Mas como eu não entendo nada disso deixei pra lá. Que tipo de música você ouve?
Falando em música tem uma coisa que está me deixando muito irritada. A legião de gente com i-pod, shuffle e outros modelinhos de mp3 ou mp4 no metro ouve aquela bosta alto o suficiente pra que todo mundo em volta ouça mas sempre baixo o suficiente pra não dar pra identificar que música é. É só um barulho pentelho vindo de todos os lados... De manhã eu sempre fico com vontade de brigar mas tenho me controlado até agora. Vamos ver até quando .

E... mudei de idéia a respeito de shortinho e salto. Tem gente que sabe usar, tem gente que não. Se sabe e pode usar é lindo. Se não sabe e/ou não pode fica muuuito ruim. Pensemos a respeito. O espelho é seu amigo e dentro de você tem uma vozinha que dá a dica. Na dúvida use outra coisa.

And thats all folks!!

  Escrito por Mrs. Oráculo às 10h19 [] [envie esta mensagem]





Paz e Amor

“Supe que hubo mucho jaleo debido que la juventud precisa de vez en cuando echar fuera el fuego que lleva dentro.”
Mercedes Salisachs, 91 anos, escritora catalã

Como quase todo mundo no mundo tenho lido muita coisa nos jornais e revistas sobre o maio de 68 na França. Quarenta anos se passaram e eu, do alto de minha geração perdida entendo cada vez mais o que se passou e consigo cada vez melhor colocar em perspectiva e entender o que aconteceu com o mundo, com o Brasil que vivia a ditadura duríssima a essa altura, e a Espanha que também vivia a ditadura, os EUA que viviam a Guerra do Vietnam, e a França e a Inglaterra desesperados por ver envelhecer seus modelos modernos de poder e dominação. Foi um começo. Foi um fim também. Mas foi principalmente o começo do mundo como a gente conhece hoje. De todo modo, estamos todos na continuação daquele movimento. Dani Le Rouge é membro do parlamento francês, Lula é presidente do Brasil, o “partido de esquerda” foi reeleito na Espanha... e o mundo mudou um pouco. Há os incautos que repetem que é proibido proibir em camisetas assinadas por designers famosos pelas quais pagam os olhos da cara. Mas há muitos que ainda levam dentro o fogo que precisa sair.
Eu acho é pouco, perdi o medo do caos.


  Escrito por Mrs. Oráculo às 05h35 [] [envie esta mensagem]





É uma espera dolorosa.
Ando da sala pra cozinha e de volta pra sala, bebo muitos litros de água, escolho os momentos de semi-desespero pra fumar mais um cigarro lá fora acompanhada de um livro que eu já li. Eu já li todos os livros.
O meu pensamento se divide entre o telefone que não toca e o email que não chega e os planos vagos do que eu ainda não sei como vai ser.
E as horas se tornam dias e os dias se tornam semanas e eu ainda estou a mercê de circunstâncias obscuras na organização bizarra do mundo.
Por isso que eu digo que essa vida, a vida no mundo ocidental capitalista, é dura demais pra encarar sóbria. Barganho um torpor de bebida, fumo e crença que ajude as horas, dias e semanas a passarem menos ásperos e marcados na minha alma impaciente e esperançosa...
Quem alcança?


  Escrito por Mrs. Oráculo às 02h32 [] [envie esta mensagem]





SEM SIMANCOL

 


Então quando você menos espera ela é melhor, mais bem vestida, mais magra e com a pele deslumbrante... e é você no passado.
Me sinto tão enganada quando descubro que eu era infinitamente melhor do que eu me achava...
Tenho que lembrar de contar pras minhas sobrinhas sobre essa infelicidade de ter uma autocrítica muito afiada. Porque, verdade seja dita, para homens e mulheres a autocrítica é desnecessária até os 20, de importancia discutível até os 30 e possível causa de suicídios depois dos 60.

 

 



  Escrito por Mrs. Oráculo às 02h24 [] [envie esta mensagem]





De onde eu vim? Pra onde eu vou?




Eu sei que minha frequencia no blog está meio capenga e o interesse de meus posts decresce de modo alarmante, mas há bons motivos e eu continuarei bissexta porque tenho apego por ser the Born Liar.



Acontece que redescobri o prazer de escrever cartões postais. A qualidade dos cartões postais cresceu e tem uns com fotos e imagens muito legais que eu tenho amealhado e ando enviando pras pessoas. Meus três sobrinhos receberam o primeiro correio de papel da vidinha deles. Aproveitando enquanto ainda se faz isso, de escrever em papel. Dividir meu deslumbramento e alegria com as pessoas queridas se torna imperativo. Também andei escrevendo meus e-mails enormes até pra gente que não me conhece pessoalmente. Não é que eu esteja sem escrever, enfim.



Como a minha Reina vive dizendo esse mundinho virtual é cheio de truques e às vezes eu quero somente falar o que me vem à cabeça sem jogos de palavras nem segundas intenções. Eu sou o Oráculo e às vezes me ocorrem pensamentos absurdos, certezas com data de validade, vontade incontrolável de ser o advogado do diabo. Deveria haver um “discleimer” nesse blog avisando que sua autora não se responsabiliza nem endossa para sempre as opiniões aqui contidas. Mas como não dá pra explicar tudo tenho escolhido cometer meus pensamentos num nível mais pessoal. O blog complica muito, a palavra escrita é traiçoeira, passível demais de mal-entendidos. E olha que eu apago e reescrevo muito antes de apertar o botão de send...



Ai, pessoas , lá vou eu de novo... Me explico, mas sei que confundo mais que esclareço.



É que a cabeça fica lá maquinando idéias, novos planos, dúvidas seculares, vontades redescorbertas. Queria falar hoje do quanto ando louca pra ter um cachorro. Mas não vai dar. Tenho que digerir minha ida à Lisboa que ainda me martela no juízo duas ou três idéias e conclusões. Tenho que resolver mil coisas pra regularizar minha situação de comunitária. Tenho que atualizar minha sempre crescente lista de links (explorem, tem muitas coisas legais). Tenho que falar dos produtos orgânicos ainda tão difíceis de achar aqui e dos vegetarianos xiitas que me perseguem porque eu não como carne de boi portanto, concluem estou a meio caminho de ser “como nós” (sic). Mesmo que Zel fale sobre isso melhor que eu. Tenho que contar sobre o vizinho que toca gaita pras plantas e da caverninha que é meu apartamento. E falar do meu cabelo e também de Doña Concha que me contou da vida dela um dia, em resposta ao meu boa noite. Tenho que dizer que tenho andado satisfeita com minha companhia mas não com minha pessoa, e dos livros que eu quero ler. E falar de música pop e de televisão e fofocar sobre celebridades e falar de amor. E de Cole, entre tantos bebês que estão por vir...



Mas vai ficar pra outra hora que agora a vida ruge (como diz tão bem a Fal)



  Escrito por Mrs. Oráculo às 05h31 [] [envie esta mensagem]



 

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